5 de maio de 2011

Todos somos responsáveis pela PAZ

OS 7 TIPOS DE PAZ


Como Socióloga sempre gostei de estudar e conhecer as diversas culturas e em especial as INDÍGENAS... Grandes verdades os povos indígenas nos ensinam...
Os índios Aymara, que habitam há séculos as margens do lago Titicaca, nos Andes, em algumas regiões do PERU, BOLÍVIA e CHILE, acreditam na necessidade de cultivar sete diferentes tipos de PAZ.


- Paz dentro de si.
Cultivando a saúde do corpo, a clareza da mente, a satisfação com o trabalho, a alegria com a pessoa que se escolhe para amar.
Sem estar em paz consigo mesmo, não há Paz...


- Paz para cima.
Com o espírito de seus antepassados, com Deus,  com seres divinos.
Se você não está em paz com o mundo espiritual, com a metafísica de sua existência, sua Paz não estará completa...


- Paz para frente, com o seu passado.
Diferentemente dos homens brancos com sua cultura ocidental que põe o passado para trás, os Aymara o colocam para frente, por ser o que foi vivido, visto, conhecido.
Quem tem remorsos, culpas, arrependimentos, dívidas não pagas, não está totalmente em Paz.


- Paz para trás, com seu futuro.
Quem tem medo do que virá, quem se desgasta com dívidas a pagar, se apavora com o que terá de enfrentar, quem teme a possibilidade de receber más notícias, se martiriza com um emprego incerto, não sabe o que é a verdadeira Paz...


- Paz para o lado esquerdo
Desavenças familiares, competições domésticas, queixas diárias, descontentamento com os familiares e  amigos mais próximos, tira o sentido maior da Paz.

- Paz para o lado direito
Não adianta ter paz em casa, se do outro lado da rua estão: a ameaça, a desavença, o descontentamento com os vizinhos, isso traz impedimento para a verdadeira paz...


- Paz para baixo.
Com a terra Mãe Acolhedora, onde se mora e se pisa, de onde vem o sustento.
Quando se provoca a degradação do solo, destruição da natureza, desvio de nascentes, invasões descontroladas de espaços, a Paz deixará de existir...

Lendo esse precioso legado deixado pelos Indígenas Aymara e acreditando no HOMEM como agente de mudança concluo minha postagem com "um dizer" do MICHEL CERTAU:
"O homem ordinário não se submete passivamente aos desígnios da razão técnica que anseia por atribuir lugares e papéis fixos para pessoas e coisas. Ao contrário, graças as artes de fazer, as astúcias sutis, as táticas de resistência, o homem comum escapa astuciosamente ao instituído, instituindo mil maneiras de reinventar o cotidiano, alterando objetos e códigos e reapropriando-se do espaço e do tempo a seu próprio jeito”

Que cada um de nós tenha a competência, a assertividade e as habilidades necessárias para construir esses 7 tipos de Paz, porque a paz não acontece, ela é construída.”

Regina Coeli

3 comentários:

  1. Bom dia!
    Ler, meditar e exclamar:
    Obrigada amiga ! beijos um dia linda e abençoado para voce(s).

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  2. que MARAVILHOSO esse post!
    eu tenho aqui no Japão muitos amigos peruanos, bolivianos...e gosto de conversar com eles, aprender mais sobre a cultura local (muitos são de origem indígena, vieram de cidades pequenas).

    como a gente tem muito o que aprender com a sabedoria indígena! tá na hora do ser humano se ocupar em produzir arte, beleza, cultura, afeto e amor. chega de guerra, tanta guerra que não serviu pra nada de bom.

    bom fim de semana, querida Regina.

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  3. Lindo tu comentario.
    Paz...hermosa palabra y lindo sería si esa Paz reinara en el mundo entero...
    Un abrazo desde Costa Rica,
    Zuly Castillo
    http://pedacitosdetela.blogspot.com/

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